Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/10/2019

A teoria Malthusiana relata que o aumento da população e dos alimentos cresceriam de formas distintas, a primeira geometricamente e a segunda de forma linear, o que acarretaria na ausência de comida para todos. Apesar de Malthus não ter considerado as inovações tecnológicas, ele já previa uma situação grave, a fome aliada as desigualdades. Nesse sentido, a má distribuição de renda e a concentração de terras, ainda são problemáticas que contribuem para esse cenário no século atual.

Primeiramente, vale ressaltar que a distribuição desigual de renda afeta diretamente na fome mundial. É nítido, principalmente em países em desenvolvimento, as disparidades sociais ocasionadas por uma verba concentrada nos centros industriais, em contrapartida do interior do país, no qual, muitas vezes, possuem condições precárias de habitação e nutrição. Essa realidade, foi retratada no documentário “Garapa”, em que o cineastra José Padilha acompanha famílias no interior do Nordeste brasileiro que passam fome e se desdobram comer em meio a pobreza.

Outrossim, a concentração de terras é um fator que também contribui nesse cenário. Durante o Segundo Reinado, foi instituída a “Lei de Terras”, nas quais as pessoas compravam as terras oferecidas pelo Estado para morarem. Entretanto, essa lei não garantiu amparo a todos, pois só alguns tinham condições de compra, o que ocasionou na concentração de terras nas mãos de poucos e na desigualdade de forma histórica e persistente.

Torna-se evidente, portanto, que combater essas problemáticas é fundamental para que a igualdade e a fome sejam prioridade. Sendo assim, o Ministério da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Economia, deve elaborar metas de redução da fome no Brasil, por meio do aperfeiçoamento de programas já existentes como “Bolsa Família”, controle periódico da destinação do dinheiro público voltado para o desenvolvimento social, além de destinação de terras em desuso para plantação de hortaliças e legumes, a fim de reduzir as disparidades e oferecer expectativa social em relação à saúde, igualdade e, sobretudo, à vida.