Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 03/09/2019

O malthusianismo, termo criado pelo filósofo Thomas Malthus, consiste na crença dos seres humanos estarem fadados a fome. Tal teoria originou-se da análise do crescimento populacional, o qual seria exponencialmente mais acelerado em comparação a produção de alimentos. Hodiernamente, percebe-se que o pressuposto pelos malthusianos não se cumpriu. No entanto, a desigualdade na distribuição dos alimentos provocou um cenário de fome na sociedade contemporânea, sendo necessária a ação de medidas efetivas, para mitigar essa problemática.

A princípio, é notório que houveram alguns avanços em prol do fim da fome mundial. Nesse contexto, evidencia-se a “revolução verde”, que consiste em um conjunto de iniciativas tecnológicas a fim de aumentar a produção de alimento mundial. Conquanto, esse crescimento não proporcionou o esgotamento da fome, visto que,todo o excedente alimentício  gerado pelo processo não foi distribuído a quem precisa.

Na mesma perspectiva, nota-se que a má distribuição é consequência do capitalismo exacerbado. A partir disso, cabe-se analisar o pensamento do filósofo Karl Marx, o qual afirmou, sem sombra de dúvida, que a vontade do capitalista consiste em encher os bolsos, o mais que possa. Dessa maneira, infere-se que a busca incontrolável por lucro torna-se superior a vontade de acabar com a fome mundial.

Diante disso, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. A ONU(Organização Das Nações Unidas) deve requerer aos países capitalistas, como os Estados Unidos, que enviem alimentos aos estados necessitados, por meio de um acordo que deverá ser assinado pelos governos escolhidos. Se algum país apresentar resistência, será penalizado, deixando de ser membro da ONU. Tal proposta, tem por finalidade modificar o cenário atual e provar, mais uma vez, que os malthusianos erraram em sua premissa.