Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/09/2019
“Ordem e Progresso”. Por mais de um século esse tem sido o lema da nação brasileira. Escrito no céu estrelado da Bandeira Nacional, o ideal desse bordão traz um claro significado de prosperidade. No entanto, quando se observa a fome e a desigualdade social no século XXI, é possível notar que os princípios desse slogan não correspondem com a realidade atual do país. Nesse contexto, a má gestão do estado, associada à corrupção, é a principal causa dessa problemática e o debate do assunto é primordial.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a desigualdade social no Brasil evidencia a ineficiência administrativa do Estado. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma em sua obra “Modernidade Liquida”, que algumas instituições governamentais perderam sua função social e se configuram atualmente como “instituições zumbis”. Essa metáfora proposta por Bauman serve para demonstrar que algumas instituições públicas são incapazes de desempenhar seu papel no contexto social e acabam por não cumprir com os direitos fundamentais da população. Assim, a fragilidade das ações do Governo colabora com a permanência das desigualdades e milhões de pessoas sofrem com a incompetência estatal.
Ademais, a escassa promoção de políticas públicas contra a fome no país também é fator crucial no quesito desigualdade. Segundo dados da última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de sete milhões de pessoas ainda estavam em situação de subnutrição no território nacional. Tal informação demonstra um certo descaso do Estado frente à procura de soluções para combater essa desumanidade. Isso se dá, principalmente, pelos péssimos governantes que regem o país, haja vista que a verba direcionada para sanar essas necessidades são, por muitas vezes, desviadas em esquemas de corrupção cada vez mais alarmantes.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para reverter o quadro atual. Destarte, urge que o Ministério do Desenvolvimento Regional crie, por meio de verbas governamentais, programas de alimentação a pessoas carentes que visem erradicar a fome e diminuir as desigualdades sociais. Tais programas devem ser feitos com a distribuição de cestas básicas e vale refeições para a população menos favorecida e podem espelhar-se no excelente trabalho da Igreja Católica na luta contra a fome. Além disso, para acabar com a corrupção, cabe ao Ministério da Segurança Pública a intensificação de operações semelhantes à “Operação Lava Jato” e a punição dos infratores no máximo rigor da lei. Dessa forma, o ideal do bordão escrito na Bandeira Nacional seria alcançado e o Brasil seguiria em ordem rumo ao progresso.