Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/10/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas - ONU - em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à alimentação e ao bem-estar social. Contudo, a fome e a disparidade social impossibilita que milhares de indivíduos desfrute desse direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem essa problemática.

Nesse contexto, segundo o filósofo Frederick Angel, " O ser humano é influenciado pelo tempo e horizonte em que vive’’. Nesse âmbito, observa-se que a má distribuição de alimentos tem influenciado a sociedade de forma negativa. A exemplo disso, segundo estudo realizado pela Organização das Nações Unidas, a produção mundial de alimentos é suficiente para suprir a demanda de 7,3 bilhões de habitantes. Apesar disso, conforme o mesmo estudo aproximadamente uma em cada nove pessoas no mundo ainda vivem em realidade de fome. Dessa forma, faz-se urgente a formulação de uma ação para contestar essa situação.

Outrossim, condizente com o filósofo grego Aristóteles a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira antagônica, nota-se que no Brasil e o mundo a ausência de políticas públicas para amenizar os casos da fome e desigualdade social. A exemplo, consoante dados da ONU, a população mundial conta com mais de 6,8 bilhões de pessoas, porém a desigualdade econômica tem ocasionado a fome. Além disso, de acordo com o mesmo estudo, a má distribuição de renda reforça ainda mais o aspecto de profunda desigualdade social, estima-se que quase um bilhão de pessoas estejam em estado de profunda miséria no mundo. Logo, tal comportamento contribui com a proliferação desse mal.

Portanto, medidas são cruciais para combater essa realidade. Em primeiro plano, o Governo Federal deve reembolsar projetos sociais a curto prazo, reformular antigas iniciativas, como o Fome Zero e o Bolsa Família, além de, a longo prazo, pensar em outras maneiras de distribuição de renda como por exemplo a reforma agrícola. Em segundo plano, a sociedade, cabe a solidariedade, principalmente por meio de campanhas de doações, em parceria com mídia e com várias ONGs espalhadas pelo mundo. Uma mudança necessária, posteriormente, é preciso um início para garantir a execução dos Direitos Humanos na prática.