Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 23/10/2019

Há muito tempo, o filósofo Jean-Jacques Rousseau disse que o capitalismo e os problemas sociais, como a fome, se iniciaram quando o primeiro homem cercou um pedaço de terra e disse “isso é meu”. É nesse contexto que nota-se que a desigualdade social está presente consideravelmente no século XXI e o que era pra se tornar um sociedade utópica virou uma lugar onde poucos tem oportunidades. Dessa maneira, nos dias de hoje, o mal do capitalismo é caracterizada como um dos maiores problemas da humanidade, sendo também uma expressiva causa para os conflitos entre os povos.

Em primeira análise, na concepção de Karl Marx, a desigualdade social era um fenômeno causado pela divisão de classes e por terem, nessas divisões, classes dominantes. Assim, estas se utilizavam da miséria gerada pela desigualdade como instrumento de manter o domínio estabelecido sobre as classes dominadas, numa espécie de ciclo. Com isso, a burguesia detém o capital juntamente com o Estado e o proletariado, responsável por gerar o dinheiro, não usufrui da maneira correta do capital de giro da sociedade. Logo, a insatisfação da classe dominada começa a ser perceptível, greves e revoltas começam a surgir, como a Revolta Socialista na Rússia que interfere no contexto histórico brasileiro, dando um impulso para ocorrer a Greve Geral Operária, em 1917 no estado de São Paulo.

Ademais, a desigualdade social gera outros impasses como a fome, a má distribuição de renda deixa mais de 840 milhões de pessoas passando fome em todo o mundo, de acordo com dados da ONU. Ainda mais, no Brasil, o difícil é entender como um país onde os recordes de produção agrícola se modificam de maneira crescente no decorrer dos anos ainda tem a fome como parte da vida de um número alarmante de brasileiros. Mesmo com programas sociais federais e estaduais o problema da fome não é solucionado. Bem como, o governo se interessa mais em exportar toda a produção da monocultura brasileira para crescer a economia, deixando de lado as pessoas das regiões mais pobres e menos desenvolvidas que não tem acesso à uma vida digna.

Enfim, a intervenção do Estado deve ser imediata e competente, estudiosos propõem soluções para o problema: aliar democracia com eficiência econômica e justiça social, para que o país se torne um lugar mais igualitário de se viver.  Outrossim, o Poder Executivo deve sancionas leis para que distribuição de renda seja mais eficaz e para que as riquezas do país deixem de se concentrar apenas em uma pequena parte da população. Além disso,  o Ministério do Desenvolvimento  Social deve abrir os olhos para as regiões mais necessitadas do país e elaborar políticas de segurança alimentar para que a fome deixe de ser um problema no cenário nacional. Dessa forma, democrática e produtiva, a desigualdade social e a fome podem diminuir e as oportunidades podem ser iguais para todos.