Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 29/10/2019
“Se eu pudesse eu não seria um problema social.” Na letra da música “Problema social” de Seu Jorge, retrata uma face de dificuldade social. Tal assertiva se mostra na realidade da desigualdade que, logo, corrobora para fome na classe dos menos abastados da população. De fato, eis um mazela coletiva tonificada pela individualidade da sociedade e, por tabela, pela ausência do poder público com a sociedade.
Na gênese dessa problemática se encontra um sentimento de ignorância na sociedade. Na teoria “A modernidade líquida” de Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea, frente à globalização, tornou-se individualista e consumidora. Diante dessa epígrafe, entende-se que como o âmbito coletivo se pôs como um agente ingênuo, houve o distanciamento entre a classe “rica” e a classe precária. Logo, corrobora-se para a desigualdade social. Prova disso é a pesquisa divulgada pelo “El País”, um jornal espanhol, que diz que apenas 1% da população mundial concentra metade de toda a riqueza do planeta. Com isso, a “face social” tende ao colapso.
Outrossim, é a falta de oportunidade dada para os menos favorecidos. Na tela “Os Retirantes” de Cândido Portinari, é exposta uma família que se descola do sertão brasileiro com o desejo de fugir da seca, fome, miséria e falta de perspectiva. Tal obra se faz uma crítica a uma problemática deixada pela desigualdade social, aonde pessoas da metrópole têm mais expectativa de vida que as dos “campo”. Ora, uma realidade necessitária de solução que vise mitigar essa óbice.
Portanto, refletir sobre a fome e a desigualdade social se faz crucial. Urge que a mídia promova uma solidariedade entre os indivíduos da sociedade, por meio de campanhas que ajudem os mais necessitários, com o intuito de corromper o instinto de individualidade no mundo contemporâneo. Ademais, o Estado deve impulsionar o mercado de trabalho, pela criação de empregos e pelo aumento na qualidade dos empregos, a fim de mitigar a desigualdade e consequentemente a fome. Assim, a música de Seu Jorge será apenas uma crítica ultrapassada.