Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 25/11/2019

Segundo o economista Francisco Menezes, “o problema está na desigualdade. Não é um problema de insuficiência de oferta dos alimentos, mas de uma camada que não tem acesso”. Portanto é evidente que a miséria que assola parte da população brasileira, não é uma questão recente, e sim histórica, marcada por diversas formas de desigualdade, que teve seu inicio no processo de colonização e se perpetua até os dias atuais, na forma de exclusão e segregação social, demonstrando a necessidade urgente de intervenção e combate através de políticas públicas eficientes e de ações afirmativas para a erradicação da pobreza e desigualdade social.

Em primeiro momento, é cabível pontuar alguns fatores que corroboraram para um desnível tão acentuado na distribuição de renda, de início a apropriação de terras com a expulsão dos indígenas e escravidão negreira, exercida pelos colonos portugueses, propiciando dessa maneira o surgimento do latifúndio e posteriormente com a intensificação do processo de industrialização, ocorrido na década de 50, no governo de Juscelino Kubitschek, acentuou ainda mais a desigualdade social, pois o capitalismo favoreceu o acumulo de riqueza para uma determinada minoria.

Outrossim, convém ressaltar as principais consequências desse processo evolutivo excludente, dentre eles; o agravamento nos índices de pobreza e miséria, o aumento da estratificação social e disparidade de renda. Destarte, a desigualdade é refletida na privação do acesso ao alimento, na ausência de educação e saúde de qualidade, nas precárias condições de moradia, ou seja, na negação dos direitos básicos inerentes ao individuo. Assim comprovados pelos dados da Organização das Nações Unidas, onde estima-se que cerca de 5 milhões de brasileiros sofrem com a escassez de alimentos.

Diante desse cenário, faz-se necessário entender e reconhecer a problemática em questão como um fato social e político, e então buscar alternativas para combatê-la. A priori, a intervenção do Governo Federal, na ampliação de políticas públicas de combate e erradicação a pobreza extrema, com a reformulação de programas como; bolsa família e fome zero. Além disso, melhorias nas infraestruturas de bairros periféricos, no saneamento básico, pavimentação de ruas, na construção de postos de saúde e escolas, ampliando e oferecendo saúde e educação de qualidade, melhorando o acesso e a qualidade de vida dessa parcela da população que sofre com tantas restrições. Só assim, será possível construir uma sociedade mais justa e igualitária.