Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/04/2020

Desde 1500, período das grandes navegações, o homem lançou-se ao mar em busca de novos territórios, ao encontrar iniciou-se a exploração dos recursos naturais e a dominação social do grupo estabelecidos nas terras. Esse fato histórico mundial ocasionou o agravante da fome e desigualdade social presente no século XXI, que é evidenciado pelo contraste social e os altos índices de pobreza e miséria no mundo.

Em primeiro lugar, é importante enfatizar a fome vigente no mundo. Na obra Vidas Secas de Graciliano Ramos, a emigração de uma família que foge da fome e da seca do sertão nordestino é fruto inegável da exploração humana e falta de igualdade social. Fora da ficção, essa realidade é refletida na vida de milhares de pessoas mundialmente, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, houve um aumento no número de pessoas passando fome no mundo, que subiu de 815 milhões de indivíduos, em 2016, para quase 821 milhões em 2017.

Em segundo lugar, é importante evidenciar o contraste social. Na obra Capitães de Areia de Jorge Amado, a Bahia é dividida socialmente entre dois grupos, em que a cidade baixa localiza-se os pobres e a cidade alta os ricos. Fora da obra, essa realidade é refletida mundialmente no quadro geral de desigualdade social, segundo matéria publicada no periódico El País em 17 de outubro de 2015, 1% da população mundial concentra metade de toda a riqueza do planeta. Como consequência clara desse processo de opressão social, o aumento da pobreza e violência é nítido em detrimento a qualidade de vida.

Diante do exposto, torna-se evidente que o quadro de fome e desigualdade social requer medidas para a modificação de tal cenário. Para isso, a ONU em conjunto com indústrias alimentícias, devem investir na distribuição de alimentos mundialmente, por meio de contribuições estatais e empresariais e doações individuais de pessoas com alta rendas anuais, com a finalidade de reduzir os casos de fome e miséria instalados pelo globo terrestre. Dessa forma, será possível garantir a diminuição da fome na comunidade global, por meio de uma sociedade que promove a empatia social. Ademais, cabe ao Governo de cada estado, promover a empregabilidade como medida paliativa, para que todos possam ter um bom emprego, fazendo assim com que a economia do país progrida. Cabe as autoridades junto com Ministério da Educação, assegurar políticas de inclusão social, investindo na educação pública, com mais cursos profissionalizantes, para que pessoas de comunidades carentes possam ter uma vida melhor, podendo assim diminuir a desigualdade social. Sendo assim, será possível reverter a problemática vigente no século XXI.