Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 30/08/2020

A obra “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, retrata a injustiça social da França do século XIX. Fora da ficção, no Brasil do século XXI, percebe-se um contexto semelhante ao da trama: a injustiça impera no que tange à fome e desigualdade social, criando, na realidade, um problema que carece de denúncia e intervenção. Nesse contexto, no que tange à questão da distribuição desigual de renda, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da falta de investimento e da lenta mudança na mentalidade social.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a negligência do estado presente na questão. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimento financeiro. No entanto, há uma lacuna de investimento na questão no combate à miséria, que tem sido tratado de maneira paliativa, o que torna sua solução mais difícil de ser alcançada.

Em consequência disso, surgem as questões sociocultural, que intensifica a gravidade do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que para melhorar a vida dos brasileiros que vivem em extrema pobreza  é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante  e injusto, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Portanto para que a igualdade social e a diminuição da fome  passe fazer parte da realidade brasileira, medidas precisa ser tomada. Faz-se necessário, portanto, que os governos estaduais, em parceria com as prefeituras, passem a focalizar o investimento em infraestrutura para questões urgentes, como o combate á fome e equiparar socialmente. Havendo este maior direcionamento de verba para programas sociais e distribuição de renda  pode ser melhorada e, consequentemente, a qualidade de vida dos cidadãos, que passarão a usufruir mais intensamente do direito previstos em leis  para realizar suas atividades básicas. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.