Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 09/12/2020

No velho testamento -conjunto de livros base de várias religiões- em um cerco militar, com a fome e a miséria assolando, duas mães tramam para matar seus filhos para comê-los. Trazendo para o século atual, a fome e a desigualdade ainda têm sido fatores preponderantes na vida de grande parte da população, fator esse, que é permitido pela alta concentração de renda associado a falta de políticas públicas permitindo, dessa forma, a continuidade desse cenário que precisa ser revertido.

Em primeiro lugar, uma concentração alta de renda impede com que a grande parte da população viva de maneira digna. Segundo a ONU, cerca de 30% da população que vive nas cidades se encontra em situação de miséria completa, aliado a isso, no Brasil, cerca de 1% da população detém em suas mãos mais da metade de toda riqueza do país, sendo fácil inferir que a concentração de renda é um dos principais fatores que não permite com que os Direitos do Homem e do Cidadão sejam cumpridos no Brasil perpetuando a fome ea desigualdade. Sendo necessário, dessa forma, combate-los para que haja igualdade.

Ademais, a desigualdade e a fome insistem em persistir graças, também a falta de políticas públicas que auxiliem o cidadão. Por conseguinte, apenas em 2014 o Brasil saiu do mapa da fome feito por um órgão da ONU, dentre outros fatores, isso se deu pela administração populista da época, que com medidas de incentivo à educação e melhorias na renda da população, entretanto, ainda há uma grande parcela que vive em condições precárias, o que deve aumentar segundo a ONG Oxfam. Apesar do avanço, ainda é essencial a criação de políticas que auxiliem o cidadão.

Medidas, portanto, são necessários para a resolução desse impasse. O Ministério da Economia em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Regional e Urbano, devem através dos CRAS fazer cadastramentos de famílias em vulnerabilidade, dando cestas básicas, um valor mensal e cursos profissionalizantes obrigatórios para permanecerem no programa, além de investir em pequenas empresas a fim de diminuir a fome e a desigualdade, se afastando ainda mais do cenário bíblico descrito antes.