Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 09/06/2020
Em 2020, vivenciou-se uma crise mundial causada pela pandemia do Sars-cov-2(COVID-19).Nesse ínterim,de acordo com a Organização das Nações Unidas(ONU),uma das consequências pode ser o aumento exponencial da fome e da desnutrição no Brasil- algo que sempre esteve presente,mesmo em baixas porcentagens.Tal situação tem como causas principais a desigualdade sócio-econômica e, em alguns locais, as condições morfo-climáticas desfavoráveis ao plantio,junto à má distribuição de alimentos.
A priori,segundo o geógrafo Milton Santos,a globalização, embora tenha dinamizado o mundo, aumentou as desigualdades sócio-econômicas,pois, conforme o Instituto Brsileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 1% da população concentra os maiores rendimentos salariais do país. Nesse contexto, muitas famílias, infelizmente, não possuem condições financeiras para suprirem as suas necessidades básicas-como alimentação- e a insegurança alimentar torna-se uma deplorável realidade. Tal cenário é retratado no livro “Quarto de despejo”, de Maria Carolina de Jesus, no qual a família da protagonista,não raro,passa fome-podendo levar à desnutrição e,às vezes, à morte.
A posteriori, consonante com o sociólogo Gilberto freyre, o Brasil se estruturou, desde o período colonial, em uma distribuição fundiária que privilegia os indivíduos mais afortunados. Nesse viés,em locais com condições morfo-climáticas desfavoráveis à agricultura,como o sertão nordestino,os ricos latifundiários detém as poucas terras férteis, impedindo a subsistência de inúmeras famílias.Esse fato, unido à excassez de distribuição alimentícia, como cestas básicas, para a população carente, corrobora com a carestia alimentar dessas pessoas.Essa situação é observada no livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, no qual a família do Fabiano alimenta-se do animal de estimação para evitar a fome-algo inadmissível em um país exportador de commodities alimentares.
Entende-se , portanto a urgência de erradicar a fome no país. Para tal fim, é impressindível que o Ministério da Cidadania junto a Organizações Não Governamentais(ONG’S) promovam programas de equidade social,através de bolsas específicas, as quais garantam o acesso aos produtos alimentícios básicos e entregas de cestas básicas, principalmente em regiões de carestia elevada. Dessa forma, a fome retratada na literatura brasileira pode ser apenas fictícia e a saúde nutricional, uma verdade na vida dos cidadãos.