Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/06/2020

Com a ascendência do sistema econômico capitalista, não qual se baseia na acumulação de renda e na propriedade privada, percebe-se um crescente aumento na desigualdade social. Nesse sentido, a fome se torna uma consequência dessa mazela social. Dessa forma, verifica-se como é fundamental investir em políticas públicas para amenizar essa desigualdade.

Sabe-se que, o capitalismo faz com que o dinheiro seja uma ferramenta para atrair ainda mais a riqueza, ou seja, o rico retém grande parcela do capital. Em virtude disso, as pessoas desprovidas desse recurso entram cada vez mais na linha da pobreza. Para exemplificar o supracitado, cita-se o “Coeficiente de Gini”, em que mede o índice de desigualdade social, segundo ele, o Brasil teve um aumento de 13,5% nesse padrão no ano de 2019. Isso demostra que, a diferença de classe e de qualidade de vida cresce em sua disparidade a cada ano que passa.

Ademais, é importante salientar a principal consequência desse fenômeno: a fome. Por conseguinte, sabe-se o que caracteriza essa ocorrência é o fato da alimentação que o indivíduo consome não ser suficiente para os gastos energéticos diários. Em virtude disso, fala-se da obra “O Quinze” de Raquel Queiroz, em que aborda a miséria e a fome que a população nordestina enfrentou em 1915. Entretanto, após um século os casos de óbitos e desnutrição se encontram alarmantes. Mesmo que a pobreza seja um dos principais problemas, o abandono estatal se faz precursor desse fenômeno enraizado.

Em suma, combater a fome é um complexo desafio hodierno. Para isso, o Estado como responsável de promover o bem estar social, distribuição de renda, bem como a prestação de serviços deve fornecer assistência as pessoas que fazem parte da pobreza extrema. Essa ação deve ocorrer através de oferta de possibilidades para que o cidadão tenha alternativa de se auto-sustentar, por meio de um trabalho e através redistribuição de renda. A fim de amenizar o índice de miséria e a fome. Só assim, o Brasil torna-se-á uma nação com mais igualdade social e com menos subnutrição.