Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 23/06/2020

Um incômodo atemporal.

Três porcento, série brasileira, expõe uma sociedade distópica e segregada, na qual, por meio de uma seleção apenas 3% das pessoas adentram no mundo elitizado. A realidade brasileira, no entanto, foge à narrativa, cerca de 11% da população sofre com insegurança alimentar. E isso se deve não só por fenômenos morfoclimáticos, como também ao desperdício em massa.

Na obra “O Quinze”, Raquel de Queiroz retrata a seca como fator primordial dos problemas sociais, como fome e desemprego. Vale ressaltar, hodiernamente, óbices climáticos são conduzidos, principalmente, pelo El niño, fenômeno que ocorre em progressão de quatro anos e é caracterizado por aquecer o oceano pacífico. Isto, acaba ocasionando enchentes e secas devastando plantações e agravando a fome.

Segundo a ONU, cerca de 30% de alimentos produzidos são desperdiçados. Nota lamentável que reflete a má gestão e organização de alimentos. Em 2017, a ONU ainda evidenciou a volta do Brasil ao mapa da fome, o que espelha uma sociedade sem controle alimentício e, sem a frequência de projetos como a Gastromotiva. Essa, em parceria com restaurantes e mercados, recupera os alimentos e disponibiliza a pessoas em insegurança alimentar.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. O governo deve disponibilizar verbas em apoio a ONG´s com objetivo de reaver alimentos. Por meio de campanhas e projetos de entrega e disponibilização de marmitas à pessoas em insegurança alimentar, como moradores de rua. Assim, espera-se que o Brasil saia do mapa da fome e alcance a nível mundial o segundo objetivo de desenvolvimento.