Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 01/07/2020

A PROBLEMÁTICA DA FOME NO BRASIL

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a criação da ONU, a alimentação adequada foi assegurada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Na conjuntura atual, é possível perceber o quanto a tecnologia facilitou e melhorou a produção de alimentos desde aquela época, mas que, ainda hoje, são mal distribuídos e tornaram-se uma problemática para o Brasil. Sendo assim, é de extrema importância que o poder público garanta a necessidade nutricional à toda população.

Em primeira análise, é fato que houve avanços na quantidade de alimentos produzidos no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, 240,7 milhões de toneladas de alimentos foram produzidos em 2019, o que pode ser explicado a partir da evolução tecnológica de maquinários mais eficientes e novas técnicas de melhoramento genético. Diante disso, o problema da fome foi ligeiramente minimizado com maior acessibilidade.

Em segunda análise, no entanto, a falta de alimentos persistiu por este ligada diretamente às desigualdades econômicas encontradas na sociedade. Segundo a Teoria Populacional Reformista, baseada nos conceitos de Karl Marx, o problema não é a quantidade, mas a distribuição desigual de alimentos, ou seja, isso se torna uma consequência da pobreza. Assim, países como o Brasil convivem diariamente com a abundância de alimentos simultaneamente com a fome.

À vista disso, conclui-se que é preciso estabelecer uma maior e melhor distribuição de alimentos. Portanto, urge que o Governo Federal juntamente ao Ministério da Cidadania devem garantir o acesso à alimentação adequada, por meio de uma ampliação e facilitação dos programas de transferência e geração de renda, aumentando o valor da renda per capta exigida para inclusão de toda população pobre, para promover maior igualdade entre as classes econômicas e, dessa forma, garantir alimentos à toda sociedade