Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 09/07/2020
Na visão de Thomas Marshall, expoente sociólogo inglês, é dever do Estado agir como defensor dos direitos sociais da população, tais quais a alimentação e o emprego. Entretanto, no hodierno cenário antagônico a ideologia do autor, a permanência da fome e da desigualdade social, no Brasil, são direitos negligenciados pelo Governo. Isso ocorre tanto pelo déficit fiscal da economia, como também pela falta de infraestrutura social.
Impende ressaltar, primeiramente, que a corrupção é um aspecto avassalador no desenvolvimento de um país. De acordo com o portal de notícias G1, o desvio de verba em programas de suporte, aos indivíduos de baixa renda, fez com que o Brasil retornasse ao índice do mapa na fome, em 2017. Assim, depreende-se que, apesar dos esforços para amenizar a fome, a exemplo da iniciativa “Fome zero” e a desigualdade social, como o programa “Bolsa família”, a falta de controle fiscal afeta a isonomia jurídica do direito da sociedade, no Brasil. Logo, lê-se como nociva as alternativas para a solução dessas disparidades.
Outrossim, é imperioso pontuar que a má distribuição de renda é como uma consequência infraestrutural. Nesse viés, o sociólogo polonês Zygman Bauman define o conceito “instituição zumbi”, na qual o Estado não cumpre o seu papel social de garantir os direitos básicos. Isso, por conseguinte, consolida a visão de Marshall, e justifica o aumento do desemprego, a discrepância das classes e rendas e a desigualdade social. Depreende-se, portanto, que maior parcela da população recebe menos do que a remuneração de subsistência mínima. Com efeito, mais pessoas são assoladas pela fome e pela falta de emprego, o que se torna um ciclo de injustiças e tristeza.
Em síntese, é fulcral a necessidade de medidas capazes de mitigar essa problemática. Portanto, cabe o Poder Público criar ações rígidas de controle fiscal, por meio de supervisão orçamentária e dos cadastros de dados pessoais, a fim de aprimorar os programas existentes e beneficiar o cidadão que, realmente, não supre suas necessidades básicas. Ademais, esse deve ampliar as políticas de combate ao desemprego, por meio curso profissionalizantes e parcerias público-privadas, com o fito de gerar novas vagas no setor empregatício. Com isso, será possível a formação de um Brasil que, aos moldes da visão de Marshall, fortaleça a garantia dos direitos sociais da população.