Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 06/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a fome e a dessemelhança social apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da acúmulo de renda, manufaturação, aclaramento e o aumento do índice de desigualdade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Segundo pesquisa, a cada 4 segundos, alguém morre de fome no planeta. De acordo com dados da ONU, 794,6 milhões de pessoas passam fome no mundo. Porém, diferente do que pensam, a fome não deriva da falta de alimentos, na verdade, o que o mundo produz é suficiente para alimentar toda a população. Com isso, o causador da fome, está na concentração de renda, produção e informação. Em consequência desse cenário, milhares de crianças vão para a escola com fome, o que influencia seu desempenho acadêmico, com um aproveitamento menor, as crianças acabam tendo menos estímulos aos estudos e, muitas vezes, acabam abandonando os estudos para ajudar no sustento da casa, o que contribui para o aumento da exploração da mão de obra infantil.
No filme espanhol “O Poço” aborda, de forma discreta, sobre as desigualdades sociais vividas lá, no mundo fictício, e fora, no mundo real. Uma vez por dia, os indivíduos recebem banquete, que é montado minuciosamente pela equipe organizadora da cozinha do local; nele contém todo tipo de prato, até os favoritos de quem for entrando no poço; tudo seria perfeito se não houvesse um problema: a comida não chega a todos de forma igualitária. O Brasil, segundo o (RDH) de 2019, do (Pnud), coloca o país como o 7° mais desigual do mundo, atrás apenas de algumas nações africanas. Além disso, o índice de Gini, que mede a concentração de renda de um determinado grupo, colocou o Brasil com 0,509 no Índice. Vale lembrar que, quanto mais próximo de 1, mais desigual o país é.
Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que o governo em parceria com a Ong’s abrace essa população em estado social precário, dirigindo programas de governo habitacional e alimentícios exemplo a Vales nutricionais para que se divergem em condições de vulnerabilidade socioeconômica, como também, financiamento urgente, fim das barreiras comerciais e, acima de tudo, uma grande resiliência diante das mudanças climáticas, crise econômica e guerras, confim estagnar a desigualdade social e erradicar a fome no Brasil.