Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 07/07/2020

A revolução verde ocorrida na segunda metade do século xx, foi responsável por introduzir técnicas inovadoras no campo da agricultura, como o uso de trasngênicos, pois, possibilitando um grande aumento na produção de alimentos. Apesar disso, não foi possível resolver o problema da fome, uma vez que a concentração de renda, fator agravante para a pobreza das populações, impediu o acesso aos mercados consumidores por parte da sociedade com menos poderio de capital. Dessa forma é preciso que haja a discussão acerca da necessidade de promover meios para combater a concentração de renda e consequentemente a fome.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a concentração fundiária é responsável por promover grandes desigualdades em âmbito internacional. De modo que, proprietários rurais preferem utilizar a monocultura exportadora, característica dos latifúndios, de maneira oposta à produção destinada ao consumo interno devido à questões lucrativas. Esse fato pode ser evidenciado na “lei de terras” promulgada durante o século xviii no Brasil, mas que ainda reflete consequências no cenário atual, responável por aumentar a concentração fundiária, à medida que garantia o acesso às terras apenas por meio da compra . Nesse sentido, a agricultura familiar, caracterizada pela produção de alimentos com destino ao mercado interno, fora bastante prejudicada, oque refletiu na pobreza de pequenos produtores ao mesmo tempo que favoreceu a concentração de renda nas mãos dos latifundiários.

Em segundo lugar, é notável a ausência de políticas públicas eficientes, na maioria dos países, visando combater a fome e a miséria.Apesar de, por exemplo, no Brasil existirem prorgramas como “Bolsa Família” e “Fome Zero”, não são suficientes para resolver a problemática, porque em primeira instância oferecem apenas o auxílio alimentar e monetário, contudo, é preciso aprofundar a abordagem de modo à garantir às famílias pobres oportunidades de emprego e a possibilidade de ascensão social. Ou seja, ao mesmo tempo em que a pobreza for combatida, o número de pessoas famintas irá reduzir, desse modo, é urgente a discussão em nível mundial.

Em síntese, é preciso que ocorra uma comissão em nível mundial, por meio do financiamento coletivo, reunindo os países com os piores índices socieconômicos e presentes no mapa da fome, para estabelecer a promulgação de leis que irão promover o arrendamento de terras improdutivas, mediante financiamento governamental, ou sua cessão à famílias com destino à agricultura familiar. Paralelamente, políticas sociais devem ser firmadas, ou reforçadas com a adição do financiamento da formação profissionalizante para garantir o acesso ao mercado de trabalho das pessoas menos favorecidas, desse modo, auxiliando a reduzir a fome e a miséria genelarizada.