Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/07/2020
No romance Vidas Secas, do autor Graciliano Ramos, em um de seus capítulos ele relata a situação de fome de uma família nordestina que a levou a matar seu animal de estimação para sanar suas necessidades alimentares. Infelizmente, essa é uma realidade de muitas famílias brasileiras, e a mesma anda de mãos dadas com a desigualdade da distribuição de alimentos a população.
Na década de 30, foram desenvolvidas novas técnicas agrícolas as quais era mais eficientes. Esse período foi conhecido como Revolução Verde, a qual tinha o fito de aumentar a produção de alimentos e a partir disso erradicar a fome. Entretanto, tal propósito não foi alcançado, pelo contrário o aumento da disponibilidade de alimentos se concentrou nos centros urbanos enquanto a periferia se entrava em grande miséria, o que lamentavelmente perdura até os dias atuais. Além disso, a falta de consciência da população ao usar alimentos de forma exarcebada e desnecessária se torna outro agravante para a permanência da fome na sociedade brasileira.
A vista disso, fica claro que, a desigualdade está presente junto a fome contribuído para que a mesma exista, e que muitas das vezes é produzida pela falta de empatia da população. Tal como, é relatado no filme O Poço, que mostra uma sociedade de um poço distribuída em andares e por eles passa uma plataforma com alimentos necessários para suprir a todos, no entanto os primeiro andares comiam e desperdiçavam os alimentos sem pensar nos demais, produzindo a fome nos andares inferiores. Infelizmente, essa é uma analogia fiel a sociedade brasileira.
Por tanto, é necessário a intervenção do governo que deve atuar em conjunto ao Ministério da Educação ao promover a conscientização da população por meio de palestras em escolas e faculdades buscando comovê-las ao expor a realidade de muitas famílias no tocante a disponibilidade de alimentos a partir de vídeos com relatos daqueles que vivem essa situação na pele, com a finalidade de fazê-los repensarem quanto ao desperdício. Além de entregar uma proposta de lei a Câmara Municipal, para a implantação de um fracionamento de alimentos a população, determinando uma quantidade necessária para cada pessoa e assim promover a erradicação da fome e desigualdade social no Brasil hodierno.