Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/07/2020
Uma das teorias demográficas, desenvolvidas para explicar a taxa da população no mundo ficou conhecida como malthusiana, a qual sustentava que a quantidade de indivíduos iria superar a produção de alimentos de modo a provocar uma crise no abastecimento. No entanto, essa teoria não se concretizou, uma vez que as revoluções no campo tecnológico foram responsáveis por aumentar a produção alimentícia. Desse modo, a fome no panorama atual é fruto da desigualdade social que acentua ainda mais a pobreza de forma a prejudicar a qualidade de vida dos sujeitos em condições vulneráveis.
Convém analisar ,inicialmente, que segundo o sociólogo Karl Marx, o modelo de produção capitalista é comandado pelos burgueses que exercem uma exploração sobre o proletariado a fim de obter o maior lucro. Nessa lógica, as desigualdades sociais ocorrem devido às diferenças entre as classes, visto que aqueles que possuem condições financeiras possuem acesso à serviços básicos como a alimentação. Em outras palavras, apesar de existir comida para todos os cidadãos, não são todos que podem adquirir o produto, uma vez que, além dos preços sofrerem alteração por conta da inflação, as famílias mais pobres não conseguem obter mensalmente os alimentos básicos para garantir subsistência, o que provoca a fome em escala global.
Outrossim, de acordo com a Declaração Universal de Direitos Humanos, o direito à alimentação é inalienável de qualquer individuo e consiste no acesso físico e econômico aos alimentos e recursos como emprego ou terra para obtê-lôs. Nesse sentido, a alimentação é tida como algo básico, já que o organismo humano necessita de substancias adquiridas somente pelos elementos alimentícios, por exemplo, o cálcio. Por isso, quando não ocorre o suprimento desses nutrientes no corpo, as funções vitais passam a ser prejudicadas haja visto que o funcionamento depende disso, logo, comunidades em situações mais vulneráveis acabam tendo a qualidade de vida afetada, pois, uma vez que não ocorre a ingestão suficiente dos alimentos básicos, ocorre os problemas crônicos como a anemia.
Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para amenizar a fome no país e permitir o acesso à alimentação. Logo, é dever das prefeituras locais promoverem campanhas voluntárias que distribuam cestas básicas por meio de doações mensais voluntárias para as famílias carentes com intuito de que esses cidadãos tenham acesso à alimentação. Ademais, é dever da Mídia auxiliar na promoção à doação de alimentos para Ong’s nacionais por intermédio de anúncios, rádios e propagandas que incentivem indivíduos a contribuírem solidariamente no combate à fome com a finalidade de que essas intuições distribuam os alimentos entre a população mais carente a fim de atenuar a miséria.