Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 21/07/2020
No filme espanhol “O poço”, os prisioneiros são confinados em uma torre vertical e se alimentam apenas dos restos da comida do nível de cima. Na obra, fica clara a disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos. De maneira análoga à história fictícia, o problema da fome e desigualdade social no Brasil é evidente, uma vez que, há uma má distribuição de recursos e a sociedade é verticalmente hierarquizada devido ao avanço capitalista.
Em primeiro plano, vale salientar que, em decorrência do processo de êxodo rural, as grandes cidades absorveram um número de pessoas elevado, que não foi acompanhada pela infraestrutura urbana e consequentemente, desencadeou uma série de problemas sociais, entre eles, a desigualdade. Embora o Brasil esteja entre os dez países com o PIB mais alto, é o oitavo país com o maior índice de desigualdade social e econômica do mundo, segundo o coeficiente de Gini, parâmetro internacionalmente usado para medir a concentração de renda.
Ademais, mesmo que, o Brasil seja capaz de produzir excedentes alimentícios para toda a população, conforme uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2010, cerca de 11,2 milhões de brasileiros passam fome. Visto que, apesar dos grandes avanços econômicos e tecnológicos, e da criação de programas com o objetivo de combater a fome, a falta de comida para milhares de pessoas no Brasil continua. Esta que é favorecida pela assimetria de renda e a falta de políticas públicas que priorizem, sobretudo, o povo oprimido.
Portanto, diante dos fatos citados, faz-se necessário que sejam tomadas atitudes para resolução do impasse, de modo que, o Governo Federal, mediante à investimentos, promova uma ampliação nos projetos sociais a curto prazo, como o Fome Zero e o bolsa família, além de, a longo prazo, pensar em outras maneiras de distribuição de renda e reforma agrária. Desse modo, atenuando a desigualdade social, e por conseguinte, a fome.