Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 21/07/2020

No romance Vidas Secas, do autor Graciliano Ramos, em um de seus capítulos  relata a situação de fome de uma família nordestina que a levou a matar seu animal de estimação para sanar suas necessidades alimentares. Infelizmente, essa é uma realidade de muitas famílias brasileiras, e a mesma anda de mãos dadas com a desigualdade da distribuição de alimentos a população.

Na década de 30, foram desenvolvidas novas técnicas agrícolas as quais era mais eficientes. Esse período foi conhecido como Revolução Verde, que tinha como fito de aumentar a produção de alimentos e a partir disso erradicar a fome. Entretanto, tal propósito não foi alcançado, pelo contrário, o aumento da disponibilidade de alimentos se encontrou concentrada nos centros urbano enquanto a periferia se encontrava em grande miséria o que lamentavelmente perdura até os dias atuais.

A vista disso, fica claro que, a desigualdade alimentar não é gerada somente pela indiferença do governo ao não instruir a população, sobre a importância de evitar o desperdício, mas também pela sociedade que se encontram no topo da pirâmide social, ao não ter empatia pelo companheiro de pátria menos favorecido. Tal situação é mostrada de forma análoga no filme “O Poço”, que mostra uma população de um poço distribuída em andares, onde passa uma plataforma com alimentos necessários para todos, no entanto, os primeiros andares comiam e desperdiçavam os alimentos sem pensar nos demais, o que acarreta a fome nos andares inferiores.

Portanto, é necessário a intervenção do governo, que deve atuar em conjunto ao Ministério da Educação ao promover a conscientização da população por meio de palestras em escolas e faculdades com o fito de comovê-las através da exposição da realidade de muitas famílias no tocante a disponibilidade de alimentos, a partir de vídeos com relatos daqueles que vivem tal situação, e assim  repensarem sobre seus desperdícios. Além de entregar uma proposta de lei a Câmara Municipal para implantação de um fracionamento de alimentos a população através  de mercados, determinando uma quantidade específica a ser comprada conforme a necessidade de cada pessoa, para que a partir disso promover a erradicação da fome e da desigualdade no Brasil hodierno.