Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 27/07/2020

Inércia é uma lei da física a qual um corpo tende a permanecer em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme, a menos que haja uma força externa sobre ele. Deste modo, é notório o estado de inércia em que se encontra o Estado brasileiro andando com sentido e direção contrários as necessidades alimentícias da população. Portanto, o uso da pauta como instrumento político e as diferenças sociais vigentes contribuem para a problemática.

A priori, deve-se inferir a respeito do uso da temática como manobra eleitoral. Segundo o Ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbles: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Isto posto, é perceptível o poder de manipulação e alienação que uma falsa afirmação possuí. Deveras, a constante abordagem do tema em discursos eleitorais visando apenas o ganho pessoal, ou seja, a vitória nas eleições, faz com que os cidadãos tomem como verdade falas vazias de determinado candidato. Por conseguinte, após o período eleitoral a pauta é abandonada pelos três poderes e o problema esquecido pela nação.

Outrossim, a desigualdade social funciona como catalisadora para o agravamento da fome no Brasil. O cientista britânico Charles Darwin afirmava, se a miséria dos pobres não é causada pelas leis da natureza, mas sim pelas nossas instituições, é grande o nosso pecado. Em vista do referido, é fato que tanto a desigualdade quanto suas consequências são responsabilidades da sociedade como um todo. Sendo assim, fica claro que o sistema econômico brasileiro é falho, ao permitir que mais de cinco milhões de cidadãos tenham problemas alimentares segundo o IBGE, uma vez que estes não são capazes de prover sozinhos todas as suas necessidades, dependendo de auxílios do Estado.

Diante dos fatos supracitados, é de suma importância resolver o problema da fome no Brasil. Para isso, é papel do Ministério da Educação desenvolver projetos, nas escolas públicas, de educação política para desenvolver um maior senso crítico na população a respeito do funcionamento do sistema, a fim de torna-los aptos a cobrar as promessas feitas pelos candidatos a eleição. Ademais, é função do Ministério da Economia promover política públicas que visem auxiliar os cidadãos que vivem em carestia, como a criação de cursos gratuitos sobre educação financeira e incentivos a pequenos empreendedores, com o intuito de tornar os indivíduos independentes da ajuda do Estado. Só assim, faremos com que a nação ande no mesmo sentido e direção das necessidades daqueles que passam fome no país.