Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 30/08/2020
“Ordem e progresso”. Esse é o lema da bandeira brasileira, que, baseado nos ideais positivistas, crê em um país em constante avanço, no entanto, a realidade diverge da idealizada, visto que há impasses relacionados à fome e às disparidades sociais. Dessarte, são necessários caminhos para o combate dessa adversidade, tendo em vista que a ineficiência dos programas socioeconômicos e os estereótipos de imutabilidade profissional contribuem para a amplificação dessas adversidades.
Primordialmente, em 1988, a Assembléia Nacional Constituinte, no governo de José Sarney, promulgou a Constituição Federal Cidadã, tendo como garantia fundamental diversos direitos, entres eles, o acesso à alimentação. Entretanto, o próprio Poder Estatal fere a legislação, já que não há a eficiência ideal de programas assistencialistas para assegurar a nutrição de toda a comunidade necessitada. Por consequência, uma parcela populacional fica em uma situação miserável de fome, além de ser proporcionada mais desigualdade econômica no século XXI. Dessa forma, as Esferas Governamentais, ao não garantir a eficácia desses projetos, corrobora para a manutenção da fome e das disparidades socioeconômicas em território nacional.
Outrossim, Paulo Junio, baixista da banda “Sexta Raça”, diz que: ”há tantas possibilidades, mas algumas pessoas seguem padrões e estereótipos construídos em cima de conceitos muito limitantes”. Nesse sentido, essa citação pode ser relacionada com a realidade brasileira, isso porque há preceitos de imutabilidade social e profissional por uma parcela da sociedade. Por consequência, esse grupo se acomoda e desiste de se aperfeiçoar profissionalmente, o que impede um aumento salarial e uma melhor realidade econômica. Dessa maneira, esses preceitos enraizados contribuem para a elevação da disparidade social e a fome na conjuntura brasileira hodierna.
Em suma, são necessários caminhos para o combate da problemática. Para tanto, urge que o Ministério da Economia aprimore os programas econômicos, por meio do aumento do capital recebido e a ampliação do número de beneficiados, para que iniba a situação de fome e reduza as disparidades sociais. Concomitantemente, os veículos midiáticos devem promover campanhas sobre a importância da aperfeiçoamento profissional, utilizando-se de posts nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram, com o intuito de qualificar esses indivíduos e ampliar seus salários. Desse modo, o Brasil poderá reduzir a fome e a desigualdade, além de convergir com o ideal de “Ordem e progresso”.