Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 25/08/2020
Na Revolução Industrial, fome e desigualdade social eram um cenário extremamente presente, com patrões ricos e funcionários ganhando menos que o mínimo para viverem. Analogamente à 1790, a situação atual ainda mostra a pobreza de várias parcelas da população, pois, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), a fome aumentou no mundo e afetou 821 milhões de pessoas. Nesse sentido, constata-se a importância de discussões sobre os impactos e as consequências da pobreza no século XXI.
Em primeiro plano, vale ressaltar que, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU, garante a todos os indivíduos o direito à vida. Entretanto, as pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza morrem de fome diariamente. De acordo com uma pesquisa da Unicamp, 24 mil pessoas morrem de fome todos os dias, o que também é retratado em diversos documentários, como por exemplo, “Garapa”, que acompanha o cotidiano de quatro famílias no estado do Ceará, em situação de extrema fome. Desse modo, observa-se que mesmo no século XXI, a fome ainda é marcante.
Outrossim, é importante salientar, que a desigualdade social está intimamente ligada a fome do mundo, pois, conforme a Oxfam Brasil, no caso de Honduras, por exemplo, 42% das famílias são de baixa renda, e apenas 8% vivem em boas condições. Ademais, a desigualdade social em conjunto com a fome é demonstrada em filmes, tal como, “O Poço”, que conta a história de prisioneiros que são confinados em uma torre e só podem se alimentar dos restos de comida do nível acima. Assim, vê-se a desigualdade social, visto que o filme faz uma analogia com as classes sociais existentes, no qual os mais pobres recebem menos alimentos. Dessa forma, observa-se que a desigualdade social está atrelada a fome.
Logo, são necessárias medidas para solucionar esse impasse. Assim sendo, cabe ao Poder Público, que tem por função garantir os direitos nessa área, em conjuntura com empresas de alimentos, criar programas com o intuito de diminuir a fome, por meio de campanhas de distribuição alimentícia. Também é importante que as mídias, junto a ONG’S, divulguem dados sobre a desigualdade social ligada à fome, a fim de conscientizar melhor as pessoas a respeito da distribuição de alimentos no mundo.