Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 21/08/2020
No livro “Pivetim”, cujo o autor brasileiro Délcio Teobaldo narra a história e o dia a dia de um garoto, o qual leva o mesmo nome da obra, que acaba, por motivos de péssima qualidade de vida e condição financeira, morando na rua. Sendo assim, expondo-se a riscos e tendo que enfrentar situações que a desigualdade social causa, por exemplo, não ter o que comer ou precisar fazer “bico” como forma de sobrevivência. Paralelo à realidade brasileira, isso ocorre devido à má distribuição de renda que causa diversos estados de calamidade, dentre eles um dos fatores mais preocupantes da sociedade no século XXI: a fome.
A priori, no filme “O Poço” retrata o ambiente de uma prisão vertical divida em vários níveis, cada um com duas pessoas. Visto isso, a comida é servida primeiramente a quem está no topo, isto é, no nível um, e esses podem escolher a quantidade que quiser, sem se importar com os demais; então, desse modo, aqueles que estão abaixo comem o que sobra, fato esse que nem sempre acontece. Fora da ficção, a semelhança com a situação atual é inquestionável quando se trata da desigualdade social existente no Brasil, já que a minoria que compõe o topo possui mais riquezas do que quem faz parte da base da pirâmide econômica, assim também como tem mais privilégios do que o último grupo, ou seja, é notório que tem muito dinheiro nas mãos de poucos, portanto, refletindo-se na má distribuição de renda.
Ademais, no quadro “Os retirantes”, do pintor brasileiro Candido Portinari, representa um grupo de pessoas, em êxodo rural, devido às condições precárias — tanto econômicas quanto em termos de saúde — no caso, em estado de desnutrição. Embora fora pintado em 1944, o significado do quadro é análogo aos dias atuais, pois não há uma estabilização considerável no que tange à fome em diversas populações mundiais, principalmente, em países em desenvolvimento. Além disso, é importante salientar que as nações mais carentes, tais essas que não têm “o pão de cada dia”, não possuem investimento nas áreas sociais: saúde, educação, assistência à população, falta de oportunidade de trabalho e cultura. Então, vê-se que essas são limitadas pelas consequências da desigualdade social.
Destarte, diante dos fatos supracitados, é mister que o Governo juntamente com o Ministério do Trabalho crie novas técnicas de oportunidades de emprego. Dessa maneira, por meio de investimentos nas áreas sociais, melhorando o acesso e dando suporte para aqueles que têm baixa renda, assim, possam ter uma melhor qualidade de vida; logo, com o enfoque na distribuição funcional da renda a obséquio dos salários. Então, a fim de apaziguar a desigualdade social e erradicar gradativamente a fome diante do cenário, ainda caótico, presenciado no século XXI. Além disso, evitando que famílias exponham-se aos mesmos ricos que a desigualdade social ocasionou na vida do Pivetim.