Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/09/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir a efetivação da alimentação adequada à todos os cidadãos. No entanto, diariamente, milhares de pessoas são submetidas à pobreza absoluta. Assim, faz-se necessário que o Poder Público atente-se ao bem-estar da população enquanto situação que põem em rísco o desenvolvimento do país e o aumento da taxa de mortalidade.

Deve-se destacar, de ínicio, a desigualdade social como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo, nesse caso, às pessoas submetidas à situações de miséria. Entretanto, nota-se, no Brasil, que a desigualdade juntamente com a fome rompem com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que, em pleno século XXI, a falta de investimentos e a má distribuição de renda persistam, violando o que é exigido constitucionalmente.

Outrossim, a desigualdade  social pode ser um fator de rísco para o desenvolvimento do país, visto que uma das consequências mais graves é a pobreza, fome e aumento das taxas de mortalidade e desemprego. Ademais, pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), informou que 820 milhões de pessoas não possuem alimentos suficientes, o número representa que uma em cada nove pessoas no mundo, passa fome. Desse modo, é evidente que a população enfrenta situações que comprometam a saúde.

Depreende-se, portanto, a importância de combater a fome e a desigualde social. Logo, medidas governamentais podem ser tomadas para reverter esse cenário. Posto isso, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o investimento para capital humano e distribuições emergenciais de recursos, a fim de reduzir o índice de desigualdades e miséria. Com isso, as taxas de mortalidade diminuíriam e menos pessoas passariam necessidades.