Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 03/09/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, um dos direitos sociais assegurados é a alimentação. Entretanto, no limiar do século XXI existe um grande número de pessoas que passam fome, enquanto em outros locais há um desperdício aterrorizante de comida. Sob tal ótica, esse cenário é resultado da irresponsabilidade do Estado em conjunto com a desigualdade social.
Inicialmente, a falta de sucesso dos serviços do Estado, com a finalidade de combater a fome, é um dos principais causadores desse problema. De acordo com dados da ONU, mais de 5 milhões de brasileiros ficaram sem ter o que comer, em 2017. Consequentemente, apesar do Brasil ter saído do mapa da fome em 2014, esse problema se perpetua por não haver uma fiscalização da eficiência das atitudes tomadas anteriormente, pelos poderes executivos e legislativos, com o objetivo de sanar esse obstáculo.
Outrossim, a desigualdade social é determinante para a ocorrência dessa grave problemática. Nessa perspectiva, o índice de Gini, um instrumento que nos mostra a concentração de renda de um determinado país, no Brasil, é um dos maiores do mundo, o que é muito preocupante já que quanto maior, mais desigual é a nação. Por consequência disso, apesar dos brasileiros terem um IDH consideravelmente alto, não condiz com a realidade de todos, deixando a desejar o conceito de igualdade escrito na Constituição Federal.
Em suma, são indispensáveis medidas que atenuem essa contrariedade. Logo, faz-se necessário que Governo Federal fiscalize os projetos e ações, com a finalidade de combater a fome e a desigualdade social, por meio de contratação de agentes, para que possa ser disponível os resultados com transparência, em sites oficiais e redes sociais dos ministérios. Dessa forma, teremos um Brasil mais coerente com nossa Carta Magna.