Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/09/2020
“O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua he- herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”. O comen- tário do antropólogo Darcy Ribeiro, traz a reflexão acerca da desigualdade social, na qual, uma minoria é detendora de recursos a níveis exorbitantes, enquanto a maioria sofre pela escassez. Sob essa viés, faz-se necessário analisarmos as principais causas e possíveis medidas a serem adotadas para a superação dessa problemática. Inicialmente, podemos destacar a colonização das terras brasileiras, em meados do sé- culo XVIII, como fator precursor de desigualdade social. Tendo em vista, que os colonizadores europeus transformaram o país em colônia de exploração, que visava valer-se dos recursos na- turais presentes em nosso território. Desse modo, mesmo após a indepêndencia toda a riqueza utilizada não foi recuprada, acentuando uma discrepância de distribuição de renda, digna de uma sociedade hierarquizada. A Constituição Federal de 1988 garante a todos os brasileiros uma condição isonômica, a qual os contempla com direitos fundamentais para a construção de uma vida digna, porém, na prática isso não ocorre no Brasil. Segundo dados do IBGE, 50 milhões de brasileiros vivem na li- nha da pobreza. A pesquisa ainda constatou que o maior índice de pobreza é constituída pela população negra, que, em decorrência da escravidão, são marginalizados na sociedade e são alvo de discriminação dentro e fora do mercado de trabalho. Infere-se, dessa forma, que ainda há entraves para a garantia dos direitos civis e sociais previstos pela Constituição Federal de 1988. Em consequência, cabe ao Estado, juntamente com as instituições de Ensino, a capacitação dos indivíduos, com educação e formação de quali- dade, independente da sua etnia, sexo ou localização de moradia. Também é válido, a criação leis pelo Governo de novas leis pelo Governo Estuadual, em parceria com suas respectivas Assembléias Legislati- vas, visando o aprimoramento de políticas de combate ao desemprego e a informalidade do em-setor pregáticio. Assim, conseguiremos, a longo prazo, desenvolver uma sociedade mais igualitária, a- proximando-se a uma harmônia social e diminuindo o índice de Gini no Brasil.