Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 02/12/2020

“Prato Cheio”

Consoante ao filósofo grego Aristóteles, “a igualdade surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em um certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si. ” Essa citação, adapta-se ainda na contemporaneidade devido as desigualdades sociais e a fome presentes no século XXI, cuja causa relacionam-se com o poder concentrado apenas em uma parte da população mundial e as escassas medidas para solucionar essa problemática.

A priori, é válido pontuar que desigualdade e a fome são frutos de um inconsequente sistema capitalista que impera mundialmente. Os recursos concentram-se somente para uma parte dos indivíduos, ignorando as necessidades daqueles que não se sobressaem nesse sistema. Diante dessa premissa, o conceito de “Luta de Classes” do filosofo alemão Karl Marx faz-se coerente, uma vez que os interesses em comum de uma determinada classe social exploram compulsivamente outra parcela de pessoas, tornando-as reféns de um desiquilíbrio que traz como grave sequela doenças e fome. Por conseguinte, sem um equilíbrio entre ambas o panorama se torna irreversível, acerca disso, o economista britânico Adam Smith afirma que “a verdadeira riqueza de uma nação é medida pela riqueza do povo e não pela dos príncipes.”

A posteriori, destaca-se a inatividade de forças governamentais e mundiais para corrigirem essa desarmonia. Segundo um estudo realizado pela ONU, 690 milhões de pessoas passam fome anualmente, 24000 delas chegam a óbito, os números mais alarmantes são do continente Asiático e Africano. O relatório desenvolvido elenca que, a sustentabilidade seria o caminho para reduzir as diferenças socioeconômicas e reduzir a fome. No entanto, apesar de existirem medidas que tenham como objetivo diminuir esses números, elas não são suficientes e por vezes ineficientes pois, não são desenvolvidas por tais países devido as condições econômicas dessas nações.

Logo, para romper esse ciclo vicioso é preciso que transformações efetivas sejam exercidas. Portanto, cabe ao Ministério da Economia criar o programa “Prato Cheio” que distribua cestas básicas mensais em regiões carentes do Brasil em parceria com empresas privadas do setor alimentício, em troca de incentivo fiscais. Além disso, campanhas de conscientização sobre o desperdício de alimentos e de incentivo a doações para ONGS como Médicos Sem Fronteiras, devem estar presentes na mídia nacional. Assim, a igualdade de fato poderá surgir no século XXI