Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 24/09/2020

A Revolução Francesa foi uma rebelião que se deu por volta do final do século XVIII, na França, e duas de suas reivindicações foram a distribuição de renda igualitária e a erradicação da fome, dado o contexto de monarquia absolutista da época, no qual todos os recursos eram concentrados no rei. No entanto, esses problemas que, na França, foram sanados, desde então, batem na porta de muitos países, atualmente, principalmente os africanos. Então, uma análise acerca das causas, consequências e possíveis soluções faz-se necessária.

Em primeiro lugar, é indispensável pontuar algumas das razões da miséria e da disparidade econômica nesses países. Nesse sentido, com o avanço do Capitalismo, houve um grande estímulo ao imperialismo, visto que a conquista de terras e nações gera bastante lucro, sobretudo pelos países da Europa, os quais decidiram dividir a África entre si e explorá-la ao máximo. Logo, entende-se que os países africanos nem sempre foram pobres ou desiguais, eles foram explorados e hoje residem à mercê de políticas internacionais de auxílio.

Por consequência desses fatores, especialmente o da colonização tardia, verificam-se dificuldades no gerenciamento público e geopolítico desses países africanos. Nessa perspectiva, repara-se que estes Estados estão sempre em guerra civil, pois, na maior parte dos casos, quem os governa são pequenas oligarquias, as quais são formadas, majoritariamente, por ex-colonizadores brancos. Essas guerras, por conseguinte, fazem com que os juros de empréstimo estrangeiro se elevem demasiadamente, porque, como estão em guerra, concebe-se que eles têm maior chance de não o pagar, o que atrapalha na restruturação desses países e no seu combate a subalimentação. Além disso, a falta de democracia, em algumas dessas nações, por causa da descolonização atrasada, faz com que a administração pública e o combate à concentração de renda fiquem impraticáveis.

Depreende-se, portanto, que ações que visem suavizar esse panorama negativo de fome e desigualdade social nesses países são fundamentais. Para tanto, a Organização das Nações Unidas, juntamente com governos africanos, deve, mediante capital colaborativo dos países participantes, promover uma política que ajude o cidadão de maneira direta, por meio do pagamento de um auxílio familiar que seria gerido e distribuído não só pelos Estados, mas também por entrepostos diplomáticos da ONU, localizados estrategicamente ao longo do continente. Isso tudo com o intuito de que os países europeus, principalmente, paguem aos povos africanos pela exploração causada pelo neoimperialismo, diminuindo, desse modo, a desigualdade social entre esses países. Somente assim se poderá não necessitar de uma Revolução Senegalesa, por exemplo, em oposição à Francesa.