Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 25/09/2020
No filme de ficção científica ‘‘O Poço’’, prisioneiros são confinados em uma torre e se alimentam dos restos de comida do nível acima, mas ao entrarem eles escolhem a sua refeição favorita, mas mesmo assim há fome, se todos tivessem empatia, e comesse apenas o seu prato, não haveria fome. A fome e a desigualdade social andam de ‘‘mãos dadas’’, é fundamental combater esse espúrio para o bem da humanidade. Conquanto, os males fome e desigualdade veem ultrapassando décadas e continuam persistindo em pleno século XXI. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, evidencia-se que segundo a FAO no mundo é produzido cerca de 2,5 bilhões de toneladas de grãos, é mais que o necessário para atender a demanda global. Contudo, a realidade é justamente oposto e o resultado desse contraste reflete no aumento da fome, pois o supracitado afirma, por exemplo que 5,2 milhões de brasileiros passavam fome em 2017. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que no Brasil não existe fome e desigualdade. Diante do exposto, é evidente que é necessário uma melhor distribuição alimentícia e uma melhora na renda dessas pessoas, para que assim elas vivam com dignidade.
Cabe salientar, outrossim, que a desigualdade social como impulsionador. Logo, é um mal que afeta todo o mundo, principalmente em países que encontram-se em vias de desenvolvimento. De acordo com Zygmunt Baumam, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ‘‘modernidade líquida’’ vivido no século XXI. Diante de tal contexto, faz-se nítido que a desigualdade social está relacionado ao início da civilização, onde se início a divisão classes sociais. Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Diante disso, cabe ao Poder Público a renovação de programas de auxílio como Bolsa Família e Fome Zero, que ajudam na distribuição de renda e alimentos, para que mais pessoas tenham acesso a melhor condição de vida, aumento na renda e melhor condição de trabalho. Além disso, é fundamental que a ONU em parceria com as mídias, façam uma campanha que deve ensinar a como não desperdiçar alimentos e incentivar os cidadãos a pensar de modo mais ecológico. Dessa forma, o filme ‘‘O Poço’’ será somente ficção e não irá mais fazer parte da realidade do mundo.