Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/10/2020
A Constituição Federal de 1998 garante que o acesso a alimentação é um direito. Todavia, devido as desigualdades sociais essa lei se torna teórica, visto que muitas pessoas vivem sem o mínimo de dignidade, sem saneamento básico, sem água potável e alimentação. Existem tipos diferentes de fome, que são elas: endêmicas,epidêmicas, totais e a oculta. Em primeiro lugar, é necessário desmitificar o discurso de que a voracidade e a desproporção social é natural e não pode ser combatida. A frase do cientista social Josué de Castro afirma que a fome não obedece a qualquer lei natural, é uma criação humana, a sede de poder do homem faz-se concentrar as riquezas nas mãos de poucos, causando o efeito das pessoas que vivem em zonas mais pobres tenham problemas com saneamento básico, acesso a água potável e falta de alimentos e quando conseguem algo para comer possui pouco valor nutricional. A posteriori, é válido destacar os tipos de fome, sendo elas: endêmicas- caracterizada por ser permanente, existe a séculos e não possui solução; epidêmicas- temporária, em épocas do ano há alimentos e e outras não; totais- que causa inanição, levando a morte do indivíduo; e mais perigosa e problemática delas é a oculta- são pessoas que comem todo dia, porém é uma má alimentação, que gera fraqueza, doenças, baixa produtividade e dizima populações.
Em virtudes dos fatos mencionados , nota-se que a fome e desigualdade é um problema social, político e econômico que precisa ser combatido. O governo deveria realizar uma reforma agrária de modo a redistribuir o sistema produtivo e diminuir a concentrações de riquezas nas mãos de poucos. O ministério da economia criar programas de auxílio financeiro como o Bolsa Família a fim de ajudar as pessoas que vivem na pobreza. Ong’s através das mídias sociais promover propagandas que conscientize a população para não haver desperdício de comida.