Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 29/10/2020
O paradoxo da fome e da obesidade no Brasil
Na famosa saga de filmes “Jogos Vorazes”, os distritos encontram-se acostumados com a pobreza e com a miséria, em que as pessoas permanecem por dias sem comer. Entretanto, na capital ocorre o desperdício de comida, visto que, é o local que detém toda a riqueza. Fora das telas, a realidade é a mesma, enquanto muitas pessoas morrem de fome, outras tornam-se obesas. Nesse sentido, a vicissitude é atestada pela concentração de renda, como pelo crescente desemprego no Brasil.
Em uma primeira análise, vê-se que a má distribuição de renda está entre as causas para o problema. Com o advento da Revolução Industrial iniciou-se um processo de desigualdade social, surgiu, pois, os grandes proprietários (burguesia) e os trabalhadores assalariados (proletariado). Ademais, essa configuração persiste até os dias de hoje, a qual propicia o aumento percentual da fome em território nacional.
Outrossim, cabe salientar, que a alta proporção de pessoas desempregadas também é motivo para a problemática. Dessa maneira, o Brasil enfrenta uma crise econômica, a qual suscita no desemprego da massa populacional,e, portanto, agrava os índices de pobreza nacional. Logo, ocorre uma violação do artigo XXV, da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive, alimentação”.
Diante dos fatos supracitados, é perceptível que a fome é um tema importante e que carece de soluções. Portanto, cabe ao Governo Federal criar políticas públicas, por meio da definição de uma agenda econômica, a qual melhore as condições de vida dos brasileiros, com o intuito de diminuir a concentração de renda no Brasil. Feito isso, a contexto vivenciado será gradativamente minimizado e se distanciará da realidade exposta em “Jogos Vorazes”.