Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Durante a Revolução Francesa, a escassez de alimentos foi um dos fatores motivadores para a revolta da população, essa problemática ainda pertence a realidade de muitas pessoas, que atualmente enfrentam a fome  em virtude de uma distribuição de renda desigual. Dessa forma, se torna pertinente a observação dos impactos da desigualdade social na subsistência.

Primeiramente, nota-se que as “Metas de desenvolvimento do milênio” elaboradas pela Organização das Nações Unidas (ONU), possuem como a primeira meta a ser atingida pela humanidade, a erradicação da extrema pobreza e da fome. Isto é, em século XXI, ainda existe a preocupação em atender a uma necessidade básica do ser humano, em contraste com os avanços tecnológicos já conquistados, por exemplo, o desenvolvimento de técnicas agrícolas.

Ademais, destaca-se a má administração dos recursos públicos e da estrutura fundiária, que expoem a desigualdade no corpo social à medida em que há uma concentração de renda, pois impossibilitam o acesso dos cidadãos aos meios de produção e centralizam as terras à uma minoria. Desse modo, refletindo na qualidade de vida dos indivíduos, que sucumbem à desnutrição por conta de não ter recursos financeiros para prover a alimentação necessária.

Portanto, para que a fome, fruto das diferenças sociais, seja superada enquanto problema contemporâneo, urge que o Estado promova uma estratégia de redistribuição da riqueza nacional, por meio da formulação de iniciativas de políticas públicas que visem a supressão do problema de miséria e fome, garantindo assistência mensal de cestas básicas de auxílios financeiros, a fim de proporcionar dignidade ao povo. Assim, tornando passado cenários como a Revolução Francesa, em que a fome configurava um desafio cotidiano.