Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 03/11/2020

No século XVIII, durante a Revolução Francesa, já era perceptível o sofrimento em larga escala sofrido pelos grupos não nobres pela intensa desigualdade de classes. Via-se, com clareza, como a maioria da população se uniu para combater tal impasse e fazer com que os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade fossem aplicados no território francês. Não obstante, no mundo hodierno, o que eram cenas típicas de empatia e solidariedade com o próximo dá lugar a um egoísmo banal, uma vez que os cidadãos preferem se beneficiar financeiramente do que ajudar outrem. Dessa forma, a análise acerca da escassez de alimentos, bem como a dessemelhança entre classes é imprescindível.

É relevante mencionar, precipuamente, que a escassez de alimentos, principalmente nos países em situação de subdesenvolvimento, é um problema persistente nas classes menos favorecidas. Outrossim, é nítido que, mesmo com os constantes movimentos sociais nas cidades e com o surgimento de leis e normas que visam mitigar a fome nas periferias, as pessoas em situação de pobreza se encontram em um ambiente que não as permite acreditar na mudança, isso ocorre devido à forma em que as mesmas são tratadas, julgadas e esquecidas pela grande maioria da população na maior parte do ano. Todavia, com a adoção do ensino público nas áreas mais afetadas pela pobreza, as pessoas ganham a possibilidade de ascensão social, justo à maneira em que o meio acadêmico guia os estudantes ao mercado de trabalho. A filosofia de Heráclito de Éfeso corrobora isso ao afirmar que: Nada é permanente, exceto a mudança.''

Ademais, vale ressaltar a importância do amor ao próximo nesse cenário de estratificação social existente nas sociedades modernas que, por favorecer o público de maior renda e visar apenas os lucros obtidos dentro e fora do país, acaba por abandonar o grupo mais afetado pela desigualdade social, e assim, promove a permanência desse povo nas periferias e favelas brasileiras. Desse modo, como tentativa de ‘‘driblar’’ o sistema financeiro do país, diversos seres humanos optam pelo furto a mão armada como forma de garantir, aos seus parentes, a mínima alimentação necessária. A música Xibom bombom do grupo: As meninas, por exemplo, consegue retratar, de forma clara, a intensa desigualdade social pertinente no Brasil, na qual ‘‘o de cima sobe e o de baixo de baixo desce.’’

Dessarte, medidas são fundamentais para coibir tais impasses no século atual. Para tanto, urge ao Estado investir em políticas públicas que visem ampliar a possibilidade de quaisquer seres humanos  adentrarem no mercado de trabalho por meio da introdução de concursos e bibliotecas públicas nas cidades brasileiras para que essa gente possa ter a educação como meio de contrastar a miséria. Assim, com essas ações na atual conjuntura, o atual quadro de pobreza mundial reverter-se-á.