Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 05/11/2020
Em 1789, o movimento iluminista consolidou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, garantindo pela primeira vez dignidade humana a todos. No entanto, hodiernamente, ao observar a fome e a desigualdade social, nota-se que tais direitos são negligenciados. Desse modo, deve-se analisar as causas e as consequências da problemática na sociedade.
É importante destacar, primeiramente, que o atual sistema econômico vigente no mundo é o principal responsável pela desigualdade e a fome que assola a população mundial. Esse problema recebe contornos específicos em países subdesenvolvidos, principalmente os que sofreram com o neocolonialismo no século XIX, como no continente africano. Lamentavelmente, essas nações ainda sofrem com as mazelas sociais —fome, desigualdade — oriundas da exploração indiscriminada de recursos e mão de obra, gerada pelas potências capitalistas. Consequentemente, segundo dados do Índice Global da Fome de 2014, países do continente africano estão com altos níveis de subnutrição.
Outrossim, seria ingênuo não observar que a má distribuição de renda também é responsável pela adversidade em questão. Isso ocorre porque, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, em 2019, no Brasil, 28,3% do PIB é concentrado nas mãos de 1% da população. Ademais, em cenário internacional, ocorre um fenômeno de “brasilianização do mundo” no que diz respeito a distribuição de renda, ou seja, há uma desigualdade na divisão dos bens socialmente produzidos. Logo, uma população pobre tende a se alimentar de maneira precária. Assim, enquanto a desigualde social for a regra, no mundo haverá a fome.
Evidencia-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para amenizar o problema. Dessa forma, a ONU deve promover campanhas para reestruturar economicamente os países subdesenvolvidos por meio do turismo, em nações africanas ricas em fauna. Além de oferecer incentivos fiscais para a criação de empresas estatais nesses países ricos em mão de obra, com o intuito de aumentar o PIB desses locais. Ademais, deve criar um comitê para implementar, de forma experimental, em países que sofrem com a fome, a distribuição igualitária de renda, além de uma bolsa alimentação por meio de parcerias com países exportadores de commodities, como o Brasil. Assim, a fome e a desigualdade social não serão um problema mundial.