Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
O Capitalismo, em sua primeira fase (Mercantilismo), já mostrava para o que veio quando, logo na Baixa Idade Média, viabilizou o fenômeno de crescimento das zonas urbanas. Tal processo, dentre outras coisas, favoreceu, não tão somente o desenvolvimento econômico, mas também ao da desigualdade ( seja de renda ou de oportunidades) ainda na Europa. Na contemporaneidade, por sua vez, a problemática em questão está a perdurar, em razão do atual modelo econômico (Capitalismo Comercial) e da ineficiência–em escala mundial– à erradicação da discrepância social pelos países desenvolvidos, a exemplo dos Estados Unidos.
De início, já no contexto do Iluminismo, movimento de contestação social do século XVIII, e no das chamadas revoluções “Revoluções Burguesas” o modelo econômico vigente já era posto em xeque, uma vez que, embora favorecesse o crescimento econômico, a desigualdade era empírica e evidente. Nesse sentido, filósofos como Jean-Jacques Rousseau, Voltaire e Montesquieu chamavam a atenção das contradições do sistema em análise. Assim, a pobreza na atualidade não é novidade, já que o referido sistema econômico preconiza a concentração de riqueza–em capital cultural, intelectual e monetário–nas mãos de uma pequena parcela, em detrimento de uma maior, o que propicia a desigualdade de renda e, consequentemente, a discrepância a qual se expressa nos locais de moradia paupérrimos, isto é, como os que não têm saneamento básico e infraestrutura adequada.
Outro quesito que é um entrave à resolução da problemática é no que concerne às tomadas de decisão entre os grupos dos chamados países desenvolvidos(tal como a União Europeia). O presidente dos EUA, Donald Trump, não obstante, cético quanto ao papel das organizações ao combate das desigualdades sociais, propôs restringir repasses à Organização da Nações Unidas (ONU), o que expressa e demonstra um ato de ineficiência e sobretudo negligência, justamente vindo do país mais poderoso do mundo. Assim, países dos continentes subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, veem-se impossibilitados de resolver o problema em análise.
Frente às problemáticas precedentes e supracitadas, cabe aos países desenvolvidos, em coalizão, deliberarem e sancionarem leis segundo as quais estabeleçam metas, a fim de mitigar a pobreza em escala global, ao repassar recursos aos locais nos quais, a começar, há um significativo número de pessoas em vulnerabilidade socioeconômica. Além disso, que, mediante essas leis e metas, forneçam recursos para viabilizar concursos públicos, tanto para a gentes de saúde quanto a profissionais da educação, de modo que propiciem o acompanhamento, não só de adultos, assim como de crianças, jovens e adolescentes para, então, afastá-los do paradigma que vem desde a Baixa Idade Média.