Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 02/11/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, teoricamente, garante a todos os indivíduos o acesso à saúde e ao bem-estar pessoal. Na realidade brasileira, entretanto, a fome e a desigualdade social são fatores profundamente ligados e que, infelizmente, impossibilitam o pleno desfrute desses direitos na prática por grande parte da população. Portanto, é imprescindível a discussão acerca de tais problemáticas nacionais.

Primeiramente, o Brasil é um país onde a fome, lamentavelmente, está presente em diversas famílias. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 5 anos o número de pessoas em condição de insegurança alimentar aumentou em cerca de 3 milhões. Fato extremamente preocupante, porque, suas causas têm uma dificuldade enorme de correção.

Em segunda análise, essa condição é consequência da grande desigualdade social enraizada na nossa nação. Nessa perspectiva, sabe-se que o Brasil sofre com a diferença de poder aquisitivo entre as classes desde a sua colonização, quando os escravos não tinham quaisquer medidas de proteção enquanto os senhores mantinham todo lucro e poder econômico. Com isso, mesmo após a abolição da escravidão, as mazelas culturais e financeiras ainda não foram corrigidas, pois, os descendentes de maioria negra que foram prejudicados no passado, atualmente continuam como protagonistas do grupo que sofre com a fome no Brasil.

Por essas razões, o Governo Federal precisa reduzir a desigualdade socioeconômica e, consequentemente, os índices de pessoas em situação de fome em âmbito nacional. Por meio de maiores investimentos em educação, principalmente nas áreas periféricas, a fim de que mais indivíduos dessas regiões possam ascender financeiramente e, dessa maneira, deixar a condição de extrema pobreza. Com tal implementação, haverá a garantia de que todos os indivíduos possuam acesso a seus direitos constitucionais.