Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 07/11/2020
Prosperidade em meio ao caos
O filme “O menino que descobriu o vento” retrata o dia a dia de dificuldades do protagonista e como ele superou a fome usando a sua inteligência. A priori, a falta de alimentos está presente especialmente em regiões periféricas e históricamente exploradas por povos mais poderosos. Em consequência disso, o caminho para combater a fome é diminuir a disparidade econômica internacional.
Em primeiro lugar, a visão aristotélica que justificava a escravidão pois, segundo o pensador, “alguns nasceram para mandar e, outros, para obedecer” é análoga à Divisão Internacional do Trabalho (DIT), visto que vários países são submissos às grandes metrópoles. Por isso, o investimento de capital proveniente das nações com melhores condições socio-econômicas em regiões desfavorecidas deve ser obrigatório para que elas obtenham sua autonomia financeira.
Em segundo lugar, garantir que o repasse desse dinheiro em forma de benefícios para a população é essencial porque o Índice de Gini, o qual mede a concentração de renda em um grupo, é mais alto justamente em locais pobres. Por conta disso, além do controle do poder feito pela oligarquia local, casos de corrupção são muito frequentes.
Desse modo, com o fim de diminuir a desigualdade e erradicar a fome mundial, cabe à Organização das Nações Unidas (ONU), em articulação com os diversos governos do planeta, intermediar o repasse dos investimentos e fiscalizar as ações tomadas com essa riqueza por meio da pretação de contas aos embaixadores dos países que doaram patrimônio.
Assim como no filme, estamos em busca dos ventos de prosperidade em meio ao caos.