Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 02/11/2020

As raízes históricas e ideológicas do mundo são marcadas por desigualdades, por sociedades estratificadas que foram se mantendo ao longo do tempo. Com isso, apesar de todo avanço social e tecnológico, a desigualdade social continua trazendo sérios problemas para a população mundial no século XXI, um desses problemas é a fome.

A partir da primeira revolução industrial, a produção de produtos, incluindo alimentos, se tornou massificada e mais acessível, relativamente, pois o trabalhador além de ser explorado, ganhava pouco e não conseguia consumir o próprio produto que produzia. Ou seja, a produção alimentícia aumenta, mas a fome não reduz, devido ao simples fator do poder aquisitivo, o que prova que o problema da fome no mundo não é a falta de alimento, e sim a má distribuição desses mantimentos, a má distribuição de renda.

Atualmente muitos estudos apontam que nunca se produziu tanta riqueza e, simultaneamente, nunca houve tanta pobreza. São vários os fatores que contribuem para a concentração de renda nos países, dentre eles a herança colonial, que influenciou uma estrutura sociopolítica e econômica hierárquica, centralizada e discriminatória. Outro importante fator é a falta de investimento nos setores públicos, como saúde e educação, pelo governo.

Se torna evidente que o problema da fome está relacionado com as desigualdades sociais e não com a quantidade de alimentos disponíveis. Por isso são necessárias ações do governo que visem reverter esse quadro no país, como investimento na educação e saúde pública. Também é necessário que o Ministério da Economia, através de uma política fiscal, faça taxação proporcional a fortuna como forma de redistribuição de renda. E outra importante ação é a criação de cotas para garantir a participação dos diferentes grupos sociais, não só no mercado de trabalho, mas também agindo ativamente na política, fazendo parte do corpo político do país.