Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 02/11/2020

A despeito de todo desenvolvimento tecnológico do século XXI, tem-se, como realidade, o precário desenvolvimento social no mundo. Assim, a fome apresenta-se como principal expoente dessa problemática e a desigualdade social como um fator influênte à questão.

Antes de tudo, ressalta-se que a alimentação está na base da pirâmide das necessidades estabelecida por Maslow, de modo que apenas depois de atendê-la é que outras necessidades, como as de socialização e autorrealização, poderão ser alcançadas. Dessa forma, é tácita a inexecução de uma sociedade plenamente desenvolvida antes de restar resoluta a questão da fome no mundo, pois aqueles que ainda vivenciam uma situação de fome não se direcionam a fornecer contribuições sociais, uma vez que encontram-se barrados em um nível inferior de necessidades.

Ademais, se apresenta mesclada à questão da fome a desigualdade. Segundo dados da organização não governamental Oxfam, em 2017, apenas 1% da população mundial concentrava quase metade da riqueza do planeta. Portanto, em se tratando do sistema econômico capitalista, majoritário atualmente, depreende-se que a melhor distribuição das riquezas converteria-se em recursos monetários suficientes para a compra de alimentos. De outro modo, uma maior equidade financeira propiciaria o combate à fome mundial.

Em síntese, é nítida a necessidade de uma política global voltada à questão da fome. Portanto, cabe à Organização das Nações Unidas, a  realização de conferências quinquenais em que haja o estabelecimento e o acompanhamento de metas de desconcentração de renda, alcançáveis através da taxação de grandes fortunas e programas de redistribuição de renda, estabelecidos nacionalmente pelos países signatários. Tal medida, têm por finalidade o acesso de todas as pessoas a recursos financeiros para a aquisição de mantimentos alimentícios necessários à vida humana, e, mais, necessários para a formação de uma sociedade justa e equidosa.