Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 02/11/2020

Segundo o economista Thomas Malthus, a população cresceria em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos, em progressão aritmética. Nesse sentido, a perspectiva de futuro era de fome ocasionada pela falta de alimentos. No entanto, apesar de a restrição alimentar ser uma realidade para muitos, são as desigualdades que geram esse cenário caótico. Desse modo, medidas governamentais devem ser feitas para resolver isso, caso contrário as consequências, para o povo, serão incalculáveis.

A princípio, no final do século XX, a Revolução Verde transformou a produtividade do campo, ou seja, com a utilização de técnicas modernas, foi possível desenvolver mais alimentos nos latifúndios brasileiros. Todavia, esse acréscimo  não serviu para resolver os problemas a respeito da fome, mas sim para abastecer um mercado externo. Dessa forma, deixa claro que essa problemática é produzida por conta da má distribuição de renda, visto que o mercado interno é abastecido pelas pequenas propriedades, as quais não tiveram tantos incentivos para ter sua “revolução”. Nessa lógica, ao mesmo tempo que existem pessoas enriquecendo às custas do excedente mencionado, as mercadorias internas continuam caras, o que leva aos indivíduos terem dificuldades de conseguir bens de consumo básico, tais como os alimentos. Por consequência, os contrastes de condições e a fome estão intrinsicamente ligados.

Além disso, o cenário de fome, para um país, é catastrófico. À vista disso, é pertinente trazer o fato de que toda a mão-de-obra precisa ter uma ótima saúde para ter um bom desempenho. Nessa perspectiva, a desnutrição leva à gastos enormes para um local, não só para suplementar as carências nutricionais, mas também, retroceder o grau de improdutividade que a restrição alimentar causa. Dessa maneira, é oportuno trazer a obra literária “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, para ilustrar esse argumento, já que as crianças descritas no livro perdem tanto a sua infância, quanto sua capacidade de concentração e aprendizagem, por causa da fome. Assim, a falta de alimentos tem como consequência diminuir a capacidade produtiva de uma nação.

É necessário; portanto, medidas para resolver esse obstáculo. Por causa disso, o Estado deve garantir o básico alimentar aos cidadãos. Sendo assim, por intermédio de incentivos aos projetos sociais, como, por exemplo, o bolsa família, as desigualdades seriam contornadas. Ademais, os municípios precisam estimular a agricultura familiar, por meio de financiamentos para uma produção local de qualidade e de baixo custo, além de formar feiras, as quais os produtores poderiam levar sua produção e vender para os conterrâneos. Com a intenção de valorizar o “camponês” e oportunizar a todos uma segurança alimentar