Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 03/11/2020

Segundo dados da FAO, o Brasil não está mais inserido no Mapa da Fome desde 2014. Embora seja uma conquista, dados divulgados pela Cepal (comissão Econômica para América Latina e o Caribe), mostram que a América Latina como um todo tem 28% da sua população em estado de pobreza e fome. Dessa forma, em razão da má distribuição de renda e da falta de debate, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que a má distribuição de renda é uma causa latente do problema. Sendo que, a maior parte da riqueza mundial está detida nas mãos de uma pequena parte da população. Diante disso, verificasse uma desigualdade social desumana que contribui para o agravamento desse impasse.

Em segundo plano, outra causa para a configuração desse problema é a falta de debate. Segundo Foucault, na sociedade pós moderna, temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sob essa lógica, se há um problema social em torno dos debates sobre fome e desigualdade, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o ministério da economia em parceria com a Cepal, promovam a criação de um imposto sobre as grandes fortunas, de modo que o capital adquirido nessa taxação teria como destino as comunidades em condições mais precárias da nossa sociedade em forma de cestas básicas, investimentos na área da saúde e segurança sanitária. A partir dessas ações poderá se consolidar uma sociedade melhor.