Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

Conhecida como ‘‘Cidadã’’, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a fome configura-se como uma falha até os dias de hoje. Sendo assim, percebe-se que essa problemática possui raízes amargas no Brasil, devido não só à desigualdade social, mas também ao desperdício exagerado de alimentos.

É indiscutível que a desigualdade social contribui para a permanência da fome no Brasil. Tendo em vista que essa questão não é algo atual, a França, da revolução francesa, é um exemplo de que, quanto mais desigual uma sociedade, maior o número de pessoas das camadas baixas da sociedade, morrem de fome. Dessa maneira, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade social deve ser modificada em todo o território nacional.

Ademais, vale ressaltar que a situação é corroborada pelo desperdício exagerado de alimentos. Pois, enquanto as classes média e alta compram mais que o necessário, a classe baixa não tem o que comer. Segundo a FAO, com somente 25% do que é desperdiçado, seria possível alimentar toda a população que sofre com esse problema. Assim, é inaceitável que, em pleno século XXI , milhares de pessoas passem fome , violando o que é exigido constitucionalmente.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o governo federal, por meio de verbas governamentais, deve criar programas de bolsas, para aqueles que recebem menos de um salário mínimo. Nesse sentido, o intuito de tal ação é diminuir as disparidades sociais e garantir alimento para as camadas pobres do Brasil. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.