Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 03/11/2020
A fome e a desigualdade social são realidades muito presentes no século XXI, situação que vai contra a Declaração Universal do Direitos Humanos de 1948, e priva, dessa forma, alguns indivíduos da dignidade humana. Diante disso, as causas e as consequências dessas problemáticas precisam ser debatidas e solucionadas, visto que elas não permitem que as pessoas que as enfremtam tenham qualidade de vida. Isso é inaceitável, já que de acordo com Platão, consagrado filosofo grego, o importante não é viver, é viver bem, realidade que as pessoas quem não usufruem de seus direitos são privadas.
Em primeira análise, é importante perceber que a causa da fome e da consequente desigualdade social no mundo é a má distribuição de alimentos e de renda. Isso porque, após a Revolução Verde o mundo passou a produzir alimentos suficiente para alimentar toda a humanidade, apesar disso, ela é mal distribuída e milhares de pessoas vivem em subnutrição. Paralelamente a isso, a desigualdade social também é resultado dessa distribuição inadequada, visto que existem pessoas com rendas bilionárias, enquanto outra parte não possui condições de comprar alimento para sobreviver. Contudo, essa concentração de renda é resultado do capitalismo, que incentiva o acumulo de riqueza e o individualismo, assuntos que são discorridos por Bauman, filosofo polonês, no livro “Modernidade Líquida”, em que ele diz que as relações hoje não possuem empatia, e dessa forma a desigualdade social e a fome não causam revolta nas pessoas que vivem fora dessa realidade.
Outrossim, a fome e a desigualdade social tem como consequência a perda da qualidade de vida e da dignidade das pessoas quem sofrem com elas. Desse modo, essa situação pode ser considerada uma “violência simbólica” - termo criado por Pierre Bordieu, filosofo francês, para agressões não físicas que prejudicam a moral dos indivíduos - uma vez que esse grupo é marginalizado pela falta de recursos. Além disso, a saúdeda puoação que vive nessas condições também é amplamente comprometida, já que, com a desnutrição causada pela fome e a desigualdade no acesso a hospitais e clinicas, elas ficam mais propicias a não usufruir desse direito básico.
Portanto, tendo em vista as causas e as consequências da fome e da desigualdade social, é fundamental que a ONU (Organização das Nações Unidas) - responsável por promover a cooperação mundial pela garantia dos direitos humanos - proporcione para a humanidade a igualdade de acesso aos recursos previsto como fundamentais na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Logo, isso deve ser feito por meio da criação de politicas públicas eficazes no combate a essas problemáticas, para que, dessa forma, todos tenham qualidade de vida.