Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 03/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à alimentação adequada. Apesar disso, verifica-se que, em solo brasileiro, em destaque a classe social baixa, devido ao seu menor poder aquisitivo está mais vulnerável ao problema da fome. Nesse âmbito, faz se necessário analisar dois entraves acerca do óbice social apresentado: a ineficiência do ensino público, intensificando ainda mais as desigualdades sociais, além da inflação sobre os preços dos alimentos.
Em primeira análise, é evidente que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na baixa preparação de jovens do ensino médio, dificultando a entrada desses alunos no ensino superior, esses, por consequência, não adentram no mercado de trabalho, visto que instituições privadas possuem um sistema de ensino mais capacitado, promovendo uma competição desleal entre as duas esferas sociais: ensino público e privado. Por conseguinte, a falta de uma renda fixa devido a baixa oferta de empregos dificulta a manutenção alimentícia do indivíduo, sendo ele mais um entrando no abismo da fome.
Ademais, é imperativo ressaltar a inflação no valor dos alimentos como impulsionador do problema da fome. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Dessa forma, é possível relacionar com o atual panorama brasileiro que passa por um contexto de pandemia gerada pelo coronavírus, então, é fato que o poder público deve dar assistência as muitas famílias que estão passando dificuldades, principalmente as menos abastadas, elas sofrendo com a falta de oportunidades de empregos, além da alta nos alimentos básicos como o arroz que se deve a um desequilíbrio de oferta e demanda, mas essa assistência precisa ser melhorada e intensificada a fim de beneficiar a maior parcela populacional.
Conclui-se, assim, que a questão da fome deve ser combatida no Brasil, a fim de que a Declaração Universal dos direitos humanos seja garantida. A início, cabe ao Governo Federal elaborar um programa de fornecimento alimentício mensal as populações mais carentes para que esses possam ter o direito à alimentação adequada. Além disso, é dever do Ministério da Educação, em parceria com as prefeituras locais, fornecer oportunidades de qualificação profissional aos estudantes formados em escolas públicas, uma vez que tiveram um ensino médio precário, através da execução de cursos profissionalizantes, no intuito de garantir uma competição leal entre a esfera de ensino público e privado