Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 05/11/2020

Sistema desigual

Iniciada no século XX, a Revolução Verde ocasionou o grande aumento da produção agrícola através do uso da tecnologia. Não obstante, a superprodução de alimentos não foi o suficiente para acabar com a fome e a desigualdade social no Brasil e no mundo no século XXI. Isso se deve, sobretudo, à pobreza e a distribuição desigual de alimentos. Destarte, é imprescindível analisar as razões que tornaram essas questões uma realidade no mundo contemporâneo.

Sob essa conjuntura, é evidente que o fator causador da pobreza é a desigualdade social. A esse respeito, segundo dados do Coeficiente de Gini - indicador de concentração de renda de um país, o Brasil é considerado o décimo país mais desigual do mundo, com um sistema tributário que penaliza os mais pobres. Logo, a concentração de renda nas mãos de poucos é um fator determinante para desencadear mazelas sociais como, por exemplo, segregações. Dessa forma, configura-se uma violação do artigo 3 da Constituição Federal de 1988, visto que o Governo não cumpre sua função de erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais.

Além disso, percebe-se que a fome é causada pela má distribuição de alimentos e não pela falta deles, visto que a Revolução Verde aumentou a produtividade agrícola. Nesse sentido, segundo  a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o número de pessoas que passam fome na América Latina passou de 41 milhões para 51 milhões, resultado dessa distribuição não igualitária. Desse modo, é preciso de ação governamental para facilitar o acesso à alimentação, uma vez que as classes menos favorecidas precisam ter capacidade de comprar para, assim, a fome ser combatida.

Torna-se evidente, portanto, que a fome e a desigualdade social no século XXI são problemas de distribuição. Nesse contexto, o Poder Público, junto ao Poder Legislativo, deve criar programas que auxiliam na distribuição de alimentos, através de doações de cestas básicas para a população e a articulação de uma lei que obrigue os agricultores e comerciantes a vender comida por um preço acessível, para que as classes desfavorecidas tenham pelo acesso à alimentação. Ademais, é dever do Governo, por meio do Ministério da Economia, assegurar a distribuição igualitária de renda, a fim de acabar com a pobreza e a desigualdade social, lei pela Constituição Federal de 1988. Essas iniciativas teriam finalidade de erradicar a fome e tornar a sociedade mais igualitária.