Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/11/2020

A Constituição Federal de 1988, assegura que a saúde é direito de todos e é dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução de risco e de outros agravos. Entretanto, ao analisar o cenário brasileiro, nota-se uma realidade controversa a da legislação, visto às inúmeras barreiras existentes em relação a superação da fome e desigualdade no século XXI. Logo, a falta de atuação das autoridades e a má distribuição de renda são fatores que agravam o quadro.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para resolver o impasse. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar da sociedade. No entanto, isso não ocorre no Brasil. Visto isso, devido à falta de atuação das autoridades, muitas pessoas ficam sem ter o que comer em razão da falta da disponibilidade de projetos governamentais que viabilizem o acesso à produtos alimentícios básicos para a população mais pobre. Dessa forma, o importante direito à vida é ameaçado .

Em segundo lugar, convém abordar que a busca pelo ganho acima de tudo também pode ser apontado como responsável pelo problema. De acordo com o pensamento marxista, priorizar o bem pessoal em detrimento do coletivo gera inúmeras dificuldades para a sociedade. Nessa perspectiva, os empresários, ao priorizar os lucros, aumentam a desigualdade e, consequentemente, a fome, visto que, conforme estudos da ONG britânica Oxfam, 46% dos recursos  do planeta estão nas mãos de um quinto da população. Desse modo, a união da sociedade é essencial para garantir o bem-estar coletivo e combater a fome e desigualdade.

Infere-se, portanto, que medidas sejam efetivadas para mitigar o infortúnio. Sendo assim, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve atuar em favor da população, mediante a criação de projetos que viabilizem campanhas sociais de arrecadação de alimentos para as pessoas mais pobres, com o objetivo de minimizar a fome. Além disso, a sociedade, como conjunto de indivíduos que compartilham valores culturais e sociais, deve atuar em conjunto, por meio de boicotes e campanhas de mobilização, para que o governo sinta-se pressionado e seja obrigado a fazer uma reforma agrária, com o fito de melhorar a distribuição de terras e, por consequência, de renda, diminuindo a desigualdade social.

Afinal, conforme afirmou Rousseau: “a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos”