Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 04/11/2020
Promulgada pela ONU em 1949, a Declaração Universal dos Direitos Humanos ratifica que todos os indivíduos têm o direito à dignidade e ao bem-estar social. Entretanto, percebe-se, infelizmente, que a fome e a desigualdade social existentes no século XXI comprometem a garantia desse direito na prática, o que traz inúmeras consequências negativas. Nessa perspectiva, torna-se relevante debater dois tópicos: as injustiças e a negligência estatal. Logo, é necessário analisar como mitigar tais impasses.
Em primeira análise, vale destacar, como a fome e a desigualdade social se relacionam diretamente com as injustiças. De forma semelhante, na minissérie norte-americana “Olhos que Condenam” 5 jovens são presos e acusados por crimes que não cometeram, fato esse que destrói uma boa parte das suas vidas nos anos seguintes. Em paralelo a isso, tais entraves, ocorrem, devido a uma elevada concentração de renda para poucos indivíduos, o que de forma indireta contribui para o surgimento da desnutrição e doenças em pessoas de baixa condição financeira. Sendo assim, medidas eficazes devem ser tomadas.
Em segunda análise, é mister, salientar, a discussão no que se refere a negligência estatal. A esse respeito, o sociólogo e escritor polonês Zygmunt Bauman elabora o conceito de “Instituição Zumbi”. No qual, um órgão público é responsável por exercer determinada função social, porém não a cumpre. Esse nefasto panorama evidencia que a ausência de políticas públicas assistencialistas e a insuficiência de leis permitem a continuidade desses empecilhos. Portanto, providências devem ser tomadas imediatamente.
Em síntese, urge que a fome e a desigualdade social no século XXI devem ser tratados com mais eficácia. Para isso, o Governo Federal (GF) em conjunto com o Ministério da Saúde (MS), deve promover campanhas a programas assistencialistas para cidadãos de baixa renda - com a entrega de cestas básicas e uma quantia em dinheiro para suprirem as suas necessidades - via incentivos fiscais, com o objetivo de levar mais respeito, dignidade e igualdade para aqueles que mais precisam. Dessa forma, esses problemas serão reduzidos gradativamente.