Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 05/11/2020
No filme O Perfume de Patrick Süskind é perceptível em sua narrativa a presença intensa da fome e desigualdade pelas ruas de Paris no ápice da Revolução Francesa. Atualmente, mesmo após décadas desse evento histórico tal realidade ainda persiste em diversas cidades brasileiras. Nesse sentido, a falta de responsabilidade governamental e a ineficiência no processo educacional corroboram para o aumento da desigualdade no Brasil.
Primeiramente, é válido ressaltar o artigo 5 da Constituição que explicita que todos os seres humanos são iguais perante a lei além dos direitos invioláveis, tais como: segurança, propriedade e igualdade. Entretanto, segundo o filósofo Arthur Shopenhauer “todo homem torna os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. Tal frase ganha veracidade a partir do fato que muitos governantes só lembram da realidade da população marginalizada em épocas de eleições pois, após eleitos visam apenas de seus próprios interesses.
Ademais, embora seja outro direito presente na atual Constituição, a escola como ferramenta para promover educação não cumpre seu real papel na sociedade do século XXI que é, educar os jovens para o mercado do trabalho. Consequentemente, esta realidade atrelada a desigualdade na quantidade de recursos resulta em altas taxas de evasão escolar gerando em seguida desemprego por não ter alguns conhecimentos básicos dando inicio a desigualdade socioeconômica.
Diante dos fatos supracitados, o Ministério da Cidadania como órgão responsável pelo desenvolvimento social, deve por meio de força tarefa criar meios estratégicos para diminuir a evasão escolar, principalmente na rede pública em estados com maiores indices não só de evasão mas também de pobreza além de fornecer auxilio aos desempregados criando parcerias com empresas locais. Por fim, a educação não será mais um impedimento para a diminuição da fome, consequência da desigualdade socioeconomica e sim uma propulsora de criação de novas realidades.